UMA OPORTUNIDADE ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Recebemos na loja uma coleção em VHS de mais –do-que-clássicos episódios de “The Twilight Zone”. Aliás, recebemos alguns outros vídeos de arrepiar os cabelos de tão supimpa! Mas voltemos à série que praticamente criou um gênero, misturando ficção científica, terror, jornalismo sensacionalista, nursery tales, fantasia e humor negro. “Além da Imaginação” deu à ficção televisiva de média duração a dignidade de Paulo Mendes Campos deu às crônicas de jornal. Enquanto “Tales from the Crypt”, por exemplo, como outras dúzias de séries, tentava assustar o telespectador, “Twilight Zone” transformava situações corriqueiras em aventuras insólitas, ameaças inacreditáveis ou contos-de-fadas sarcásticos. Sempre com resultados insólitos, o sujeito vai encontrar crítica social (“ The Monsters are due on Maple Street”, que poderia ser um média de Michael Moore), lirismo (“Kick the can”), aventuras através do tempo (“Walking Distance”, um antepassado da trilogia com Marty McFly/ Michael J. Fox), comédia (“Mr. Dingle, the strong”), terror mudo (“The Invaders”) e policial noir (“The four of us are dying”). E o sujeito vai encontrar uns rostinhos famosos, como William Shatner, em dois dos episódios. Um bom indício do quanto “The Twilight Zone” foi inovador é a lista de grandes cineastas que dirigiu episódios de séries como “Amazing Stories”, que nos anos 80 tentou repetir a fórmula do Twilight Zone – se não me engano, Spielberg refilmou “Kick the can” para o Amazing. (Aliás, recentemente a TV americana produziu outro clone, divertidíssimo ao menos. “Strange Frequencies” são histórias de terror/ ficção científica sobre o universo do rock. Pode ser encontrado nas videolocadores com o nome bizarramente traduzido para algo como “histórias de arrepiar”.) Nosso episódio preferido de Twilight Zone é “Time enough at last”, sobre um bancário que adora ensandecidamente ler, a ponto de, quando a humanidade é destruída num holocausto nuclear, ficar feliz porque agora sim, terá tempo para ler sues livros sem ninguém que o perturbe! São 11 fitas VHS, 22 episódios de fins dos anos 50 ou início dos anos 60, vendidos em conjunto.

3 Comments:
Classe A. Quero ver todos. O longa é genial. Passava na tvcabo mas agora creio que não mais. Esse teu texto me mostra alguém que queria ser jornalista.
Me escreve.
21 de abril de 2005 00:13
Gostei do lugar!!
26 de abril de 2005 09:08
Vocês tem posteres de filmes? Eu já fui la algumas vezes e não vi... Aliás, otima ideia essa de fazer um blogger e uma comunidade no Orkut pra deixar a galera antenada...
7 de maio de 2005 09:00
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