O diário de bordo da Baratos da Ribeiro, conforme narrado por Maurício Gouveia, o livreiro-mor da nau. O Sebo Baratos da Ribeiro está desde 2001 fazendo de Copacabana ainda mais princesinha. Livros e LPs para se fazer a cabeça e os ouvidos. Ficção, poesia, teatro, cinema, filosofia, ciências sociais. Rock, jazz, bossa-nova e tropicalismo. Quadrinhos, cartazes de cinema, pocket books etc etc e muito mais etc.

Segunda-feira, Junho 06, 2005

VESPEIRO DE DIA DOS NAMORADOS - 11 JUNHO

ATENÇÃO APAIXONADOS & APAIXONADAS EM GERAL: no próximo Sábado é dia de celebrar as dores do coração ao som das bandas Netunos e Cabaret no Vespeiro, aqui na baratos. E NESTE DIA O DJ ÁCARO PODERÁ SER O CUPIDO QUE USARÁ DO ROCK´N´ROLL PARA DEIXAR A PESSOA AMADA AOS SEUS PÉS!

O Correio Elegante do DJ Ácaro: a partir das 17h e nos intervalos.

Rapazes e raparigas que desejem fazer declarações de amor poderão contar com o DJ Ácaro. A tradicional discotecagem que antecede os shows (e se estende até a loja fechar as portas) incluirá canções pedidas pela turma que freqüenta o Vespeiro, com a leitura no microfone dos respectivos bilhetes açucarados. Os amantes do rock poderão escolher faixas dos discos à venda na loja ou fazer o pedido com antecedência mandando um e-mail para informebaratos@yahoo.com.br (com o subject “Correio Elegante”).

E sobre as bandas? Netunos faz surf music. O Cabaret faz glam rock. Ambas são deveras impressionantes visualmente: o show deles tem muito mais além de rock´n´roll... Mas deixando as macaquices de palco como surpresa e ficando apenas na questão sonora, pode –se esperar um híbrido de DickDale+ DavidBowie + TheVentures + T.Rex + TheTrashmen + Pulp + ManOrAstroMan + Slade + TwistedSisters + Supersonicos + ZZTop + BeachBoys + purpurina + camisetas havaianas + guitarras selvagens + narrativas insólitas.

VESPEIRO ESPECIAL DE DIA DOS NAMORADOS:
neste Sábado dia 11 de junho
COM AS BANDAS NETUNOS (18:30h) & CABARET (20h)
+ DJs Àcaro & Prosa a partir das 17h
(O enderço taí do lado, mas vá lá: Rua Barata Ribeiro 354 em Copa,
bem pertinho da Estação Siqueira Campos do metrô)

Existe música mais apaixonada do que o Rock´n´Roll?

Vertigem. Estupefação. Urgência. Vontade de gritar. Ilusões megalomaníacas. A impressão de que nada no mundo pode ser mais importante do que viver esse momento.

Afinal, um grande amor é como o show de 3 horas que o Neil Young fez no último Rock In Rio (ou como aquele outro show que você considera o melhor, ou um dos melhores, de sua vida). Tão importantes para nós quanto a queda do Império Romano ou a descoberta da penicilina para a História da Humanidade. Como um grande amor.

Amar é perigoso. Tão perigoso quanto o rock´n´roll. Te faz perder a cabeça, mudar suas prioridades, ficar desatento à compromissos bancários, perder a paciência com burocracias em geral, descobrir que diversão não depende de grana nem de status, passar madrugadas fora de casa, perder o pudor de dizer o que pensa, ignorar o julgamento que os outros vão fazer de você, pensar que basta não estar sozinho no seu delírio para que a felicidade esteja garantida. É isso que deixou os pais das fãs de Chuck Berry, Elvis, Mick Jagger e David Bowie escandalizados. O medo da libido fugir da coleira. Afinal os discursos anti-fascistas do MC5, anti-racismo do Sly & The Family Stone , pseudo-marxistas do Clash ou pró-bagulho do Flying Burrito Brothers nunca mudou um voto sequer em Congresso nenhum. Mas ensinou muitos garotos e garotas a enfrentar a caretice dos pais e dos professores. A gritar o que pensam. A não terem medo de formularem suas próprias convicções – nem de se assumirem. O rock os ensinou que é normal ter tesão. A serem menos machistas. A entenderem que suas irmãs também tinham direito à aventuras. A desistir de casamentos em que não havia mais química. O rock ensinou que viver exige prazer. Que viver exige algum risco. Como apaixonar-se.

No mais cumpadre, “faça o amor e não a guerra”.